Projects
  • Simpósio: Cultura Cidade: Um Direito! #2

    02/03/2020

    Com a Associação de Amigos da Praça do Anjo e Pedro Figueiredo – Worst Tours
    7 março 2020, às 14h30

    Local de partida, às 14h30: Rua Dr. Ferreira da Silva, Porto (Reitoria da Universidade do Porto)

    O Porto está a passar por rápidas mudanças devido à ‘hipergentrificação’ após anos de subdesenvolvimento social sob medidas de austeridade impostas centralmente, que empobreceram os habitantes da cidade e os veem agora sendo expulsos das zonas centrais, enquanto esta se ressignifica como um destino turístico cultural. O custo do crescimento turístico é sem dúvida humano. Quanto mais a habitação é entendida como um investimento financeiro, mais provável é que aqueles que menos têm agora, menos ainda terão no futuro.

    Outra questão em debate é a definição de cidade em si mesma, ou melhor, a distinção entre cidade e metrópole. Entendendo-se a cidade como tendo um carácter estático de espaço residencial com espessas camadas de história, herdeira da polis grega, e a metrópole, a cidade genérica, sem confins e virtual.

    É neste contexto extremamente complexo, que o grupo de estudo Cultura | Cidade: Um Direito! Pretende operar, perguntando o que é hoje entendido como cidade e qual o papel da cultura na sua reformulação.

    Neste segundo encontro teremos representantes de duas outras associações que têm levado a cabo uma importante reflexão política em torno das questões do urbanismo. Ângelo Ferreira de Sousa e Carla Cruz, da Associação de Amigos da Praça do Anjo (AAPA), e Margarida Felga e Pedro Figueiredo da Associação Simplesmente Notável, que organiza as Worst Tours, ambas sedeadas no Porto, nos ajudarão a investigar a relação das práticas culturais e artísticas locais e a mudança do tecido urbano e social no Porto – as oportunidades e impossibilidades, simbioses e contaminações, instrumentalização e desvios.

    Usando estratégias próprias de ambas as associações, esta conversa será feita a caminho, isto é, usando um autocarro alugado para o efeito e andando, entre o Porto e Mafamude em Vila Nova de Gaia. O ponto de partida será na Rua Dr. Ferreira da Silva (Reitoria da Universidade do Porto), e terá como destino um lugar ermo em Vila Nova de Gaia onde em 2015 foi encontrada num aterro ilegal a lápide – criada pela AAPA – em memória de uma escultura pública furtada, evento que deu origem à associação em questão. O destino e o passeio são em si só pretexto para uma discussão sobre os temas do direito à cidade e democracia cultural.

    Oradorxs convidadxs

    Associação de Amigos da Praça do Anjo (AAPA)

    Fundada pelos artistas visuais Carla Cruz e Ângelo Ferreira de Sousa. Sob a fachada desta associação de cidadãos – indignados com o furto de uma escultura em espaço público (em 2006, a Anja do Mestre José Rodrigues é furtada da Praça de Lisboa, Porto) – o duo promove, desde então, uma discussão em torno da crescente privatização do espaço público. Entre várias ações, destaca-se a organização, em 2007, das visitas guiadas às “ruínas” do espaço comercial onde a escultura estava colocada (em parceria com o Espaço Apêndice e com o intérprete Ricardo Gomes); O descerramento, em 2008, de uma lápide em granito em memória da escultura furtada, ao som de um Requiem composto pelo duo !Von Calhau!; a organização de um jantar comemorativo no parque de estacionamento do Clérigos Shopping; a criação de uma petição pública, em 2011, com o objetivo de recuperar a escultura furtada (que se encontra, ainda retalhada, sob responsabilidade do município, no palacete Visconde Balsemão); a tentativa, em 2015, de colocação de nova lápide no espaço comercial agora recuperado, e comissionado à BragaParques; a encenação de uma peça de teatro sobre a história da praça e da própria AAPA, no espaço da Mala Voadora, acompanhada pela publicação, em 2016, do guião da encenação no projeto editorial INLAND. https://amigosdoanjo.wordpress.com/

    Pedro Figueiredo – Worst Tours

    Margarida Castro Felga e Pedro Figueiredo, são dois dos arquitetos fundadores da Associação Simplesmente Notável, responsável pela The Worst Tours, os passeios do piorio, que desde 2012 mostram um outro lado da cidade — aquele que não vem nos típicos mapas turísticos. Os passeios do piorio, iniciativa já com quatro anos e uns milhares valentes de quilómetros de rodagem, de três arquitetos da cidade do Porto – Margarida Castro Felga, Pedro Figueiredo e Isabel Pimenta – organizados numa associação, convida ao passeio e a discussão quem quiser aparecer. Esta associação visionária pergunta: E para além do turismo, o que vai o Porto estar a fazer daqui a 30 anos? Para quê viajar, se todo o lado cheirar, parecer, fizer sentir o mesmo? Para quê visitar zonas que só têm outros turistas? A monocultura do centro do porto (hostel, AL, tasca gourmet, hotel) não vai matar o turismo, a longo prazo? Quem pode viajar, é turista, e queríamos nós que houvesse também o direito à viagem. Podemos sempre ser turistas em casa, e ir para fora cá dentro, do Aleixo ao Lagarteiro, por vias travessas. Querem discutir propriedade, gentrificação, emigração, trabalho, centro, periferia, quarteirões, história, política. Isto é um debate ambulante e um convite à imaginação. https://theworsttours.weebly.com/

    Inscrições gratuitas, sujeitas à lotação máxima em: https://forms.gle/HxCCoNEyDP9kqwSR9

    Dúvidas e informações: i2ads@fba.up.pt

    Organização: i2ADS/FBAUP

    Cartaz: Dayana Lucas

    Apoio: Santander Universidades/Reitoria UP

  • Trabalho Capital Greve Geral

    02/03/2020
    TRABALHO CAPITAL # GREVE GERAL

    7 MARÇO 2020 _ SÁBADO _ 21:00H
    ONE SHOT EXHIBITION _ UM DIA UMA EXPOSIÇÃO
    uma nova exposição para uma noite e um dia, onde vai acontecer um conjunto de performances e concertos
    ENCERRAMENTO DO PROJECTO TRABALHO CAPITAL

    uma exposição-instalação comissariada por PAULO MENDES a partir da COLEÇÃO NORLINDA e JOSÉ LIMA no CENTRO DE ARTE OLIVA
    [ www.centrodearteoliva.pt/…/trabalho-capital-ensaio-sobre-ge… ]

    # Greve Geral com novos trabalhos de:

    ALEXANDRE BAPTISTA
    ANA JANEIRO
    ANTÓNIO OLAIO
    ARLINDO SILVA
    CARLA CASTIAJO
    CARLA CRUZ
    CARLOS AIRES
    FÁBIO COLAÇO
    FABRIZIO MATOS
    FILIPA FERNANDES
    FERNANDO JOSÉ PEREIRA
    FERNANDO J. RIBEIRO
    GABRIEL ABRANTES
    GONÇALO PENA
    JOÃO FERRO MARTINS
    JOÃO MARIA GUSMÃO + PEDRO PAIVA
    JOÃO PEDRO VALE + NUNO ALEXANDRE FERREIRA
    JOÃO POMBEIRO
    JORGE MOLDER
    JOSÉ ALMEIDA PEREIRA
    JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO
    JULIÃO SARMENTO
    LUDGERO ALMEIDA
    MAURO CERQUEIRA
    NUNO NUNES-FERREIRA
    PAULO ANSIÃES MONTEIRO
    PEDRO GOMES
    PRIMEIRA DESORDEM
    RITA GT
    ROBERT BARRY
    RUI NETO
    SUSANA MOUZINHO
    VALTER VINAGRE
    [ ... ]

    + performances_acções_djs

    ANDRÉ LEMOS
    BEATRIZ ALBUQUERQUE
    HUGO ALMEIDA PINHO
    MANUEL SANTOS MAIA
    JOÃO GIGANTE
    TIAGO MADALENO
    XAVIER ALMEIDA
    XAVIER PAES

    # TRABALHO CAPITAL
    “A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento.”
    Milan Kundera
    “A cultura é a regra, a arte é a excepção. Faz parte da regra querer a morte da excepção.”
    Jean-Luc Godard

    Nesta exposição-instalação coloca-se em diálogo a colecção Norlinda e José Lima com novas obras realizadas para este projecto, outras já produzidas e, igualmente, material documental e técnico do espólio museológico industrial relacionado com a história da Fábrica Oliva. Pretende-se convocar a memória histórica, social e política da Oliva, confrontando-a com o nosso tempo e o actual espaço expositivo.
    A convocação desse património material e imaterial é uma das componentes importantes deste projecto, tendo como premissa aqui reunir trabalhos que estejam de forma mais directa ou indirectamente relacionados com algumas ideias e conceitos que podemos inventariar e debater com a ideia de TRABALHO.
    Nesta Fábrica, fundada nos anos 20 do século passado e definitivamente fechada em 2010, existe agora um espaço cultural. Aqui assistimos à fragmentação e recomposição de um espaço fabril, que permite novos usos e sentidos performativos.
    Numa cidade com um grande parque industrial, deseja-se não obliterar essa memória, mas convocá-la para este projecto, que vai confrontar os habitantes da cidade e os visitantes que chegam de fora, com uma realidade industrial passada e presente. A ocupação de uma antiga Fábrica por um projecto cultural levanta questões sobre a relação entre trabalho e cultura, entre valores materiais (produção de capital) e imateriais (produção de cultura).
    Nesta exposição-instalação, a memória do espaço de trabalho, fabril e industrial será reactivada através de documentação fotográfica e fílmica. Foram realizadas um conjunto de entrevistas a antigos operários, iniciando, assim, um arquivo oral e de vídeo que vai ser exibido na exposição como forma de devolver a Fábrica Oliva à cidade e restabelecer uma ponte com o passado.
    A cenografia da exposição irá remeter para um espaço industrial em (re)construção, evocando-se as reminiscências do passado industrial em confronto com a produção contemporânea de cultura. A materialização dessas memórias é realizada através de propostas de transformação e práticas espaciais que exploram leituras interdisciplinares do património arquitectónico e dos espaços pós-industriais, mobilizando-se a participação das artes visuais, arquitectura e imagem em movimento. Pretende-se aprofundar, na sua pesquisa, diferentes ferramentas da antropologia, história ou arqueologia, através da pesquisa de terreno ou da documentação em arquivo. Neste projecto convidamos o público, os criadores e investigadores a explorar a dimensão cultural do espaço físico pós-industrial.
    Paulo Mendes 2019

    TRABALHO CAPITAL _ COMITÉ DE PRODUÇÃO
    concepção do projecto / coordenação geral da produção, cenografia e curadoria _ Paulo Mendes
    produção executiva _ Rui Manuel Vieira e Rogério Ribeiro
    produção e investigação _ Susana Rodrigues
    registo documental _ Israel Pimenta

    cartaz # Greve Geral > design R2

  • O Depósito Caótico

    12/06/2019

    O Depósito Caótico: A Vida Social na Coleção Norlinda e José Lima
    Curated by Miguel Amado

    May 11 to November 17 2019
    Centro Artes Águeda